quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Os aplicativos e ferramentas tecnológicas via Internet e a Inclusão

Por  Jaqueline Santos Varela – RU 1351284
Polo – Vacaria - RS
Data 12/09/2017



Fonte: Google Imagens

Na cidade de Vacaria, na escola Jardim América, a inclusão não é mais só uma promessa. É uma conquista. A sala de recursos atende 21 alunos com necessidades especiais. Destes, especificamente, atende 2 alunos surdos, matriculados e cursando o 8º ano do Ensino Fundamental, um deles com 22 e o outro 14 anos de idade.

Em razão de a língua de sinais utilizar o canal gestual-visual, a utilização de imagens é fundamental para a aprendizagem do aluno surdo, e aí o computador conectado com a rede mundial de informações, o WhatsApp, o hand talk e outras ferramentas e aplicativos contribuem bastante com a aprendizagem dos alunos. A professora intérprete de libras e apoiadora que os acompanha utiliza as tecnologias, ferramentas e aplicativos nas disciplinas em que a imagem  possa contribuir com a aquisição de conhecimento, associação, interação e integração de saberes, porque entende que são facilitadoras e observa que são prazerosas para os alunos. “Eles se sentem conectados e participantes. De fato e de direito, incluídos.”

A sala de recursos, inclusive, mantém um grupo no WhatsApp em que todos os comunicados, avisos, acontecimentos e conquistas são comunicados e compartilhados por todos os alunos da sala e seus familiares.

A inclusão de todos os alunos na tecnologia, na escola, é bem vinda, pois mesmo no século XXI, a maioria dos alunos não tem acesso ao computador conectado a rede mundial em casa e, especificamente no caso dos alunos surdos e os outros inclusos, esta inclusão digital, facilitada pela escola é fundamental. Ao propor atividades e interações utilizando as tecnologias de informação, amplia-se o conhecimento de todos, estabelecendo uma troca de saberes que deve ser articulada, planejada e estimulada, para que outras conquistas no seu aprendizado e transformação como ser social autônomo sejam atingidas.

Segundo a professora Alexandra Borba, responsável por todos os alunos e atividades da sala de recursos da escola, “o uso da tecnologia como mais uma forma de inclusão, pode somar-se como mais uma possibilidade de viabilizar o processo de ensino e aprendizagem e facilitar a vida prática das pessoas com necessidades educacionais específicas, oportunizando-lhes, quem sabe, uma maior autonomia e assim contribuir para torná-los mais felizes – dois dos principais objetivos do Atendimento Educacional Especializado. Destaca que tem a certeza de que, em nossas escolas, utilizamos muito pouco do que já existe como todo este avanço tecnológico que vivenciamos, por diversos motivos, oriundos da falta de investimentos sérios nesta área. Contudo, em nossa escola utilizamos o que é viável, observando a necessidade de cada educando, tentando colher bons resultados com essa aliada, chamada tecnologia.”


Tecnologia Assistiva

SISTEMA FM, UM SISTEMA INTELIGENTE E UM GRANDE ALIADO PARA O APRENDIZADO

SISTEMA FM, UM SISTEMA INTELIGENTE E UM GRANDE ALIADO PARA O APRENDIZADO.
Por Larissa Costanzi Paim 1559551
Polo – Vacaria
Data 11/09/2017


                                 Fonte: http://centrooralauditivo.com.br/index.php/sistema-fm

O que é Sistema FM? Quem ouve esta expressão automaticamente logo lembra da estação rádio e de fato têm algo em comum, pois é sistema de Frequência Modulada (FM), que auxilia alunos com deficiência auditiva nas escolas, o aparelho capta o som e os converte em ondas específicas que são captadas pela prótese que o aluno utiliza. O objetivo do aparelho é reduzir a quantidade de sons para que o aluno possa ouvir apenas o que considera necessário em cada ocasião, seja ela na escola, ao telefone, ou até mesmo assistindo televisão, pois pessoas que utilizam próteses auditivas sofrem muito mais que os ouvintes com os barulhos do ambiente. Esta tecnologia consiste em um transmissor e um receptor.
Por mais avançada que esteja a tecnologia, ela não consegue reproduzir fielmente o que o nosso ouvido capta, ainda há muito que melhorar neste sentido, intensidade sonora, clareza ou até mesmo captar somente o que nos importa. Pensando nisso foi desenvolvido na Suíça o Sistema de FM, e seu modo de funcionamento é muito simples, e pode alcançar até 30 metros de distância. Seu funcionamento é da seguinte maneira o interlocutor utiliza um microfone sem fio, este transmite o sinal da fala em Frequência Modulada Pessoal, ou seja garante o acesso a informação de maneira clara e confortável ao aluno que terá um pequeno receptor desta frequência conectado ao aparelho auditivo e/ou implante coclear. Existe também um plug com carregador, o qual possui três botões: um capta o som de uma pessoa só (unidimensional), o outro capta a conversa de duas pessoas, e o último capta os sons de mais pessoas falando. Podendo assim ser utilizado em várias situações e de várias maneiras. Na escola por exemplo pode ser pendurado o transmissor no professor, eliminando desta forma os demais ruídos da sala de aula como as conversas paralelas quando utilizado no modo unilateral ou aumentando a amplitude, conforme for conveniente ao aluno.  
As vantagens da utilização do Sistema FM são muitas principalmente em sala de aula: Supera a questão da distância, tem fácil adaptação do usuário, melhor audibilidade com garantia de boa intensidade sempre, os ruídos do ambiente não atrapalham o aprendiz, melhor percepção da fala. Porém há a desvantagem o custo ainda é muito auto não saindo menos que R$2.000,00.
Pensando na melhoria de qualidade de vida das crianças entre 5 e 17 anos foi incluído o Sistema de Frequência Modulada Pessoal (FM) na Tabela de Procedimentos, Medicamentos, Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPM) no sistema Único de Saúde (SUS), conforme consta no  Diário Oficial da União portaria 1.274, publicado no dia 25 de Junho de 2013.  E segundo a mesma a criança ou jovem com Deficiência Auditiva deverá seguir os seguintes critérios:
· Possuir deficiência auditiva e ser usuário de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) e/ou Implante Coclear (IC);
· Possuir domínio da linguagem oral ou em fase de desenvolvimento;
· Estar matriculado no Ensino Fundamental I ou II e/ou Ensino Médio; e
· Apresentar desempenho em avaliação de habilidades de reconhecimento de fala no silêncio.
Pesquisas apontam que ele é o melhor dispositivo para solucionar queixas relacionadas à compreensão no ruído, distância e ecos, e traz resultados ótimos para deficientes auditivos de qualquer faixa etária, inclusive adultos e idosos, e que os resultados são maravilhosos em estudantes, pois a audição é um importante aliado para o aprendizado e a alfabetização.


Recursos tecnológicos promovem inclusão de pessoas com deficiência visual e auditiva
Valdenise 1015471
Polo – Vacaria
14/09/2017



Hugo é o personagem intérprete do aplicativo

Com tantas pessoas enfrentando inúmeras dificuldades em seus ambientes de estudo, trabalho e até mesmo lazer e no seu cotidiano, que envolvem a participação dos sentidos, habilidades e recursos que uma pessoa portadora de alguma deficiência muitas vezes não consegue desenvolver, foi por esse motivo que muitas escolas e faculdades estão se modificando para o melhor atendimento de cada aluno. Empresas também estão aderindo a uso de aplicativos para o melhor funcionamento da empresa e no convívio social de cada funcionário que depende desses aplicativos.
O uso de tecnologias está cada vez mais avançado e a população deve estar mais ligada a isso do que nunca. Além de auxiliar no processo de inclusão de crianças com deficiências, essas tecnologias permitem um aprendizado em duas vias.
No Espírito Santo, quase 170 mil pessoas possuem algum tipo de deficiência. Esse número não é novidade, pois essas pessoas enfrentam desafios diários, inclusive na questão da comunicação. Para quem tem deficiência auditiva, por exemplo, a alternativa é o uso da Língua Brasileira e Sinais (Libras). Já para os deficientes visuais o mais indicado é que haja opções em áudio ou em alto relevo.
Por meio de aplicativos para smartphones, tablets, celulares e programas de computador, é possível que essas pessoas realizem diversas atividades sem a necessidade da colaboração de outras pessoas.
Foi por esse motivo que o instrutor de informática do Instituto Luis Braille do Espírito Santo, Paulo Henrique de Souza Lima, passou a utilizar um programa de acessibilidade para ensinar os 25 alunos com deficiência visual cadastrados no local. Segundo ele, para utilizar o programa Hand Talk, basta que o usuário tenha um fone de ouvido ou uma caixa de som ligada ao computador, tablete ou celular. Além dos recursos de voz, o instituto ainda utiliza impressora especial em braille. Alguns alunos ainda usam o teclado do computador com sinais em alto relevo, para facilitar a localização das teclas.
O aplicativo Hand Talk, conhecido como o melhor aplicativo social do mundo, é um tradutor de texto e áudio em Libras. Todo o texto digitado ou falado no aplicativo é interpretado pelo personagem Hugo, que dá vida ao aplicativo, e transmite todo o conhecimento. Esse aplicativo pode ser utilizado em sala de aula para todos os tipos de matéria, pois ele é a comunicação que o aluno com deficiência terá com os professores e colegas. O aplicativo pode ser usado por pessoas com deficiência auditiva e deficiência visual.
Esse aplicativo pode e deve ser usado pelas crianças pequenas também, pois transmite tanto áudio como digitação, isso faz com que os pequenos que muitas vezes não podem se comunicar tenham uma vida social melhor, tanto com pais como com os professores, e em sua vida social também.
As Inovações tecnológicas podem trazer diversos benefícios, inclusive nos métodos de ensino, como a boa comunicação na sociedade, o melhoramento do desempenho dos alunos em sala de aula, melhor comunicação até mesmo dentro de casa com a família, isso pode e vai transmitir aproximação entre todos, e uma vida melhor para quem tem alguma deficiência.
Os alunos de cada escola podem desenvolver o próprio intelecto, passam a ter acesso às informações, podem se capacitar para o mercado de trabalho, ingressar na faculdade e socializar com outras pessoas. Com tudo isso o deficiente pode compreender o mundo de uma maneira mais comum.
A tecnologia transmite para o aluno um interesse a mais pelas aulas e tornam elas mais dinâmicas.
Esse mundo virtual é muito bem vindo, haja vista que a tecnologia é uma grande aliada no atual mundo volátil que vivemos. Devemos vê-la com muito entusiasmo. Todavia, jamais podemos deixá-la substituir aquilo a que nos dá prazer em viver. O amor que nos faz sentir que estamos vivos! Tudo é tão somente uma questão de percepção um pouco mais apurada.
Claro que não podemos nos levar tanto pela tecnologia, pois se você não souber se engajar nela de um modo certo, ela apenas irá se tornar cada vez pior tanto para seu desempenho quanto para as pessoas ao seu redor. Tecnologia mal usada é mesma coisa que você saber que está frio e vestir uma roupa mais fresca, isso vai te trazer o mal também, por isso que devemos saber à hora e como usar a tecnologia.

MUDANDO REALIDADES.
Por Nágila Aguiar Marques, RU: 1790095
Polo – Vacaria/RS
Data: 10/09/2017



Fonte:@ Robert Kneschke
Há muitos anos um dos assuntos principais no mundo é a inclusão. Inclusão de todas as minorias desde homossexuais, toda a população LGBT, inclusão e igualdade entre as etnias (negros, pardos, indígenas e etc.) inclusão e tolerância entre as mais diversas religiões, a inclusão e igualdade de gênero e também a inclusão de pessoas deficientes. A grande maioria dos países se esforçam muito com leis de incentivo programas sociais, campanhas locais e muitas mudanças no nosso meio ambiente para que cada vez mais as pessoas estejam inclusas em nossa sociedade.
Porém a realidade ainda precisa ser mudada, pois muitas coisas só existem no papel e as minorias ainda sofrem diversas coisas desumanas em seu dia-a-dia como a exclusão. Um exemplo disso são os deficientes que apesar de alguns lugares já estarem adaptados para recebê–los na maioria dos outros não existe espaços acessíveis, estes não estão preparados e adequados para receber estas pessoas, a grande maioria dos lugares não têm estrutura física para receber um cadeirante por exemplo. Os ambientes não possuem rampas de acesso, corrimões e pessoas capacitadas para fornecer informações e a ajuda necessária para estas pessoas, até mesmo dentro da maioria das salas de aula não existe a estrutura para receber estes cidadãos.
Estas realidades precisam ser mudadas, uma forma de atingir este objetivo são os aplicativos de celular e softawares. Atualmente existem diversos aplicativos de que ajudam a construir um mundo com mais inclusão. Estes ajudam pessoas deficientes a serem e se sentirem mais inclusas nas realidades de nossa sociedade um exemplo de aplicativo desses é o Charity Miles que apesar de não ter um impacto direto no cotidiano de pessoas com deficiência ele reverte atividades físicas como corridas, caminhadas e esportes em dinheiro para instituições de caridade que ajudam na inclusão de deficientes e pessoas com algum tipo de doença, assim transformando a realidade destas. Este é um aplicativo que pode ser usado em sala de aula em disciplinas como Educação Física e na disciplina de Inglês, pois o aplicativo ainda não foi traduzido para o português para reverter atividades que nos ajudam a prender e estimulam nossas capacidades físicas e mentais a ajudarem outras pessoas.
 Outro aplicativo que pode ser usado para a inclusão de pessoas deficientes é o Hércules e Jiló este aplicativo é usado em sala de aula para crianças com deficiência intelectual e tem como objetivo ensinar as ciências naturais para alunos com déficit cognitivo moderado. Produzido pela Universidade de Brasília o aplicativo possui jogos com diversas contextualizações psicopedagógicas onde o professor pode participar e interagir com o aluno.
Na prática este aplicativo funciona muito bem, diz a professora Maria Lurdes, que ensina a disciplina de Ciências para o sexto ano de uma escola pública no RS. Segundo ela, o aplicativo ajudou muito nas aulas, a conseguir entender e trabalhar melhor com o seu aluno Ricardo de 11 anos que tem déficit cognitivo, a professora baixou o software e começou a trabalhar com a turma, por meio de jogos disponíveis no aplicativo. A turma adorou a aula inovadora e moderna e Ricardo conseguiu aprender com muito mais facilidade.
O Hércules Jiló é um ótimo exemplo de aplicativo que pode ser usado nas séries inicias e até na segunda etapa do ensino fundamental para ajudar alunos com dificuldade em aprender assim deixando-o incluso com os conteúdos aplicados como também incluso com os colegas, professores e o ambiente escolar.
Estes aplicativos aqui citados estão todos à disposição de nossa sociedade para melhorar e ajudar a criar um ambiente escolar e social muito mais globalizado, acessível e incluso para todos. Portanto estas ferramentas precisam ser usadas pelos professores e pessoas que sentem empatia pelo outro, bondade e principalmente vontade de mudar o mundo.

LIVOX: O APLICATIVO QUE VAI MUDAR O MODO DE VER O MUNDO

Cilnea de Cássia Rodrigues de Camargo
RU: 1560343
Mirele dos Santos Pereira
RU:1563194
Vacaria/RS
Data: 14/09/2017


Foto: Carlos (criador do aplicativo) com esposa e filha, que foi a primeira a utilizá-lo

Todos sabemos que o avanço da tecnologia facilitou a vida dos que conseguem utilizá-la e maneira saudável, fazendo com que haja um desenvolvimento visível em como a mesma se faz cada vez mais presente na sociedade, de modo que auxilia em diversos campos essenciais ao bem estar e a dignidade das pessoas, produzindo meios com que seja elevada a ideia de abranger um número maior de grupos sociais com a finalidade de que haja a pratica constante do princípio da Inclusão Social em distintos âmbitos, possibilitando a todos que possam usufruir de mecanismos que até então seria restrito a uma parcela específica.

E foi pensando assim, que Carlos Pereira, criou um aplicativo chamado  LIVOX, que tem a função de transformar as imagens em som, possibilitando que pessoas de deficiência de incapacidade na fala, motora, paralisia, entre outros, tenham uma autonomia maior desde sua locomoção até a escolha de rotina, bem como roupas, alimentos, entre outros.

Este aplicativo funciona da seguinte forma: a pessoa que necessita deste serviço deve fazer uso de um aparelho celular, tablet onde será aberto um leque de opções, que deverá ser escolhido qual o gênero (alimentos, cores, roupas...), este aplicativo reconhecerá o objeto e reproduzirá em voz alta o que fora escolhido.

O aplicativo dá um maior acesso as necessidades básicas, tem toque inteligente, isto é, a pessoa com pouca coordenação motora pode utilizá-lo pois ele corrige automaticamente toques imperfeitos, possui teclado virtual inteligente, e principalmente conteúdo educacional.

Vale ressaltar que o software pode atender pessoas com diversas incapacidades e doenças, tais como: autismo, ELA (esclerose lateral amiotrófica), e certas imobilidades resultantes de um AVC (acidente vascular cerebral)

Pensando no uso desse aplicativo em sala de aula, uma escola poderia aplicá-lo reforçando a ideia de inclusão social e dando margem para que o aluno com deficiência não se sinta deslocado ou simplesmente integrado, de modo que acompanhe o andamento da turma, e tendo maior autonomia na escola.

No Brasil, o software já está sendo utilizado nas escolas, a Prefeitura Municipal do Recife, no ano de 2014 realizou a compra de em média 5.000 (cinco mil) aparelhos para que os alunos que necessitassem pudessem compreender e expressar seus desejos com maior facilidade diante dos professores e colegas.

Após o município de Recife adotar em sala de aula o LIVOX, as APAES (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do estado de São Paulo também recorreram a ferramenta visando no auxílio da aprendizagem e inclusão dos alunos, com um desconto de 74% concedidas pelo Sr. Carlos, o estado pode realizar a compra em maior expansão, e desta forma abranger um número maior de pessoas.

Acredita-se que este mecanismos possa ser usado no maior número de disciplinas, tais como: história, geografia, português, matemática, entre outros. Mas sempre respeitando as limitações, sendo assim não é recomendável que seja utilizado em atividades práticas como as de educação física que exijam esforços e movimentos demasiados. A faixa etária deste aplicativo é livre.

Vivemos um momento importante onde a inclusão está sendo implantada, e nada mais justo do que dar o mínimo de acessibilidade a estas pessoas também.



EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA PARA UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO.


EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA
PARA UM MUNDO EM TRANSFORMAÇÃO.
Por Mônica Ribeiro Rossi, 1736895
Polo – Vacaria
Data 12/09/2017

Fonte: http://www.revistareacao.com.br/2017/index.php/conteudo-online/105-tecnologia/177-mesa-passa-de-brinquedo-para-equipamento-de-inclusao

A mesa que era apenas um brinquedo, agora também ensina!
As crianças aprendem no dia a dia, de forma clara e automática, brincando, participando das atividades em casa, na escola, no parquinho, em diversos ambientes. Uma criança com deficiência aprende da mesma forma, só que muitas vezes, este aprendizado precisa de orientações e um acompanhamento especializado, e porque não, TECNOLOGIA? E melhor, uma tecnologia com recursos pedagógicos!
Pensando em cativar e motivar a geração onde a vida é passada absolutamente online, sem limitar as crianças com deficiência motora ou psíquica, Marlon Souza criou em Blumenau, junto com o sócio, Jean Gonçalves, a primeira mesa digital com jogos educativos desenvolvida no Brasil. A Play Table®. Esta mesa já vem sendo usada em mais de 800 escolas públicas e privadas. Isto vem acontecendo porque desde o dia 2 de janeiro de 2016 entrou em vigor a Lei Brasileira de Inclusão, com isso os diretores de escolas, coordenadores pedagógicos e professores precisaram rever o seu papel na gestão escolar. Com isso foi preciso buscar alternativas que promovam a inclusão de crianças com qualquer tipo de deficiência no ambiente escolar e facilitem o seu desenvolvimento, independente da necessidade.
A tecnologia usada no produto, reconhece o toque das mãos e também de objetos de plástico, metal e feltro, e alguns outros, o que permite o acesso e a utilização da mesa por crianças com deficiência. A PlayTable® utiliza jogos interativos que trabalham diversas disciplinas no aprendizado das crianças, como atividades práticas da matemática, exercícios de memória e soletração de palavras da língua portuguesa.
Por meio de estudos e pesquisas sabemos que o aprendizado por meio dos jogos e aplicativos lúdicos facilita o desenvolvimento do raciocínio lógico, a memorização, a atenção, a paciência, a criatividade, a resolução de problemas, as linguagens de expressão e a coordenação motora fina das crianças. Ou seja, é possível ensinar sem deixar de lado as diretrizes dos currículos convencionais das escolas. E melhor, uma interação que acontece da mesma maneira e com a mesma eficiência para crianças com ou sem deficiências.
Devemos lembrar que os benefícios da tecnologia para a inclusão não substituem outras práticas que também são importantes, como atividades com massinha de modelar, dobraduras com papel ou pintura com tintas, por exemplo. Sempre fazendo um planejamento de aula com propósito e a duração de cada atividade. E principalmente evitar que as crianças usem a tecnologia sem um objetivo ou em tempo integral.






Quando só o coração vê

Quando só o coração vê

Caroline Nunes Lisboa- 1309758
Polo Vacaria
14/09/17
 

 


Celular em Braille                                                  Celular em Braille
Fonte: Mundo das tribos.com                                Fonte: oglobo.globo.com
Todos os dias o mundo é bombardeado com novas tecnologias que surgem para facilitar a vida da população em geral. Dessa forma, a escola não poderia ficar fora dessas ferramentas incríveis, que tem papel fundamental na inclusão plena do educando com necessidades especiais na escola regular.
A tecnologia vem se tornando cada vez mais importante no mundo, aonde o crescimento da informatização dos serviços oferecidos a sociedade atual, vem buscando cada vez mais a necessidade da inclusão digital dos cidadãos no modo de vida. As  tecnologias da informação e comunicação, tem sido instaladas no âmbito escolar, através de projetos do governo e das próprias escolas sendo que desta forma, cria-se a oportunidade de professores introduzirem em suas aulas o uso das novas tecnologias disponíveis fato esse que infelizmente, não tem acontecido na maioria das instituições escolares.
A escola deve-se apresentar como ambiente capaz de fazer imergir tais tecnologias a serviço da metodologia de ensino a favor da interação dos alunos nesta sociedade da informação, assim a diferença social não importaria nesse processo. A interação entre a tecnologia e escola deve ser feita de forma que atraia outros recursos. Com isso as aulas passam a ser mais dinâmicas, os conteúdos passam a ser mais chamativos e oferecendo mais funções que podem ser utilizadas dentro e fora da sala de aula.
Além destas tecnologias auxiliarem no aprendizado em sala de aula, fora dela haveria uma complementação nas tarefas extras dos professores, como no preparo de provas e trabalhos, materiais atualizados disponíveis da internet, preenchimentos dos cadernos de chamada e ajudando em afazeres administrativos, enfim, é importante e se faz necessário os professores buscarem essas facilidades por conta própria, pois o objetivo desta ferramenta é ser usada como meio, e não como fim em si mesma, ou seja, ela deve ser vista como um recurso complementar e necessário.
O uso da tecnologia dentro da sala de aula, vem ajudado cada vez mais as crianças portadoras de necessidades especiais a se empenharem mais nos estudos e até mesmo a perceberem como se tem recursos para aprenderem juntos com seus colegas e não sendo excluídos ou utilizando só a sala de recursos aonde só lá se tem acesso a tecnologias mais avançadas para aprendizagem dele. Com o passar dos anos, as novas tecnologias foram aparecendo e criando novas comodidades para seus usuários, como controle remotos, aparelhos celulares que possuem finalidades que só eram possível encontrar em computadores potentes e também alguns produtos que chegaram ao mercado a fim de revolucionar o mundo da tecnologia.
Uma das inovações que vem para mudar a vida de um deficiente visual é o celular em braile, um aparelho ideal para crianças, idosos e pessoas com deficiência visual, o primeiro dispositivo em Braille do mundo ao chegar no mercado. Foi criado por uma empresa britânica OwnFone.
O aparelho tem duas funções com e sem Braille, tendo a parte frontal e traseira totalmente customizável pelo computador. Além da cor, da imagem e da estampa o usuário poderá escolher os botões de 2 a 4 em braile. A funcionalidade dos botões também customizável e eles podem ser configurados para fazer ligações para números de telefones específicos. O revestimento do celular é criado em uma impressora 3D.
Outra invenção de celular em Braille é o do grande inventor desse aparelho celular para deficiente foi o designer Zhenwei You, que teve a oportunidade de criar um aparelho diferente o qual seu sistema possui algumas funcionalidades incríveis que utilizam de recursos de última geração para a tecnologia braile.
Possui a capacidade de exibir e-books, possuindo um sistema de reconhecimento de objetos e leitor de livros, isso mesmo, um leitor de livros, que funciona quando o usuário passa o aparelho sobre um livro comum, impresso em papel, e o aparelho irá automaticamente traduzir o que está escrito no livro, reproduzindo o trecho de forma tátil no seu display, em braile.
O celular touch possui uma tela tátil que tem a capacidade de exibir informações em braile para que os deficientes visuais possam adquirir informações sobre o aparelho, como agenda, leitor de e-books, entre outros, sua tela tátil trabalha junto de um sistema de reconhecimento de voz, facilitando a comunicação de pessoas que possuem esse tipo de deficiência.
O celular poderá ser usado em sala de aula, para facilitar o aprendizado e o acompanhamento do aluno com deficiência visual, poderá ser usado nas disciplinas de história, geografia e português ou nas matérias as quais precisam de livros para leitura, poderá ser usado por alunos acima do 3º ano do ensino fundamental, os quais já estão mais na leitura de livros. A vantagem é de ter a comunicação melhor e não precisará de um livro especifico para esse deficiente, ele poderá ter o mesmo livros de seus colegas e aprenderá da mesma forma.

  

ESCOLA DE CAXIAS DO SUL/RS UTILIZA APLICATIVOS DE CELULAR EM SALA DE AULA E DIMINUI DESIGUALDADE ENTRE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA.

Por Ricardo Garcia Sandi, RU 1389413
Polo – Caxias do Sul/RS
14/09/2017


Aplicativos para celular auxiliam alunos portadores de deficiência. Foto: Techtudo

A escola Nossa Senhora de Caravaggio, situada na cidade de Caxias do Sul/ RS resolveu enfrentar um problema que vinha incomodando professores, pais e diretoria: como incluir os alunos com deficiência nas atividades diárias em sala de aula? Criaram um grupo de estudo, com professores de variadas disciplinas e pais de alunos,e pesquisaram as ferramentas disponíveis para uso na escola.

A professora de língua portuguesa do quinto ano, Maria Paula de Souza, foi uma dessas integrantes. Ela conta que, na sua classe, há Ronaldo, um aluno de 10 anos com deficiência motora e dificuldade em escrever e, por essa razão, não consegue acompanhar o ritmo dos colegas. O grupo de estudo conseguiu, através de parcerias privadas, um computador para Ronaldo e resolveram utilizar um aplicativo do Google chamado Google Keyboard. Entre outras facilidades, esse aplicativo possui o recurso de digitação por voz e digitação por gestos. A partir de então, Ronaldo consegue acompanhar os colegas e os resultados já foram bastante encorajadoras, Ronaldo melhorou substancialmente suas notas.

Um dos recursos do Google Keyboard é a digitação por gestos. Foto: Techtudo

O professor de matemática do sexto ano, Pedro Cavalcanti, participou também do grupo de pesquisa. Na sua classe tem o aluno Marcelo, de 11 anos e deficiente visual. O professor conta que procura explicar a matéria com a maior clareza de detalhes possível para que Marcelo possa visualizar o conteúdo, entretanto não pode esquecer dos seus outros alunos. Pedro conseguiu um computador para Marcelo e utilizou o aplicativo Google Talkback, que é próprio para deficientes visuais, pois o aplicativo mostra, através de áudio, o que o usuário está tocando na tela.Com isso Pedro pode trabalhar com materiais impressos e o aplicativo pode ler para Marcelo todo o conteúdo. 

Google Talkback disponibiliza em áudio tudo o que está na tela. Foto: Androidcentral

Muitos outros aplicativos estão à disposição para ajudar a acessibilidade do aluno portador de deficiência na sala de aula. Essa é uma preocupação muito grande da sociedade, como um todo, e só tende a crescer.

Tecnologia Assistiva a Serviço da Inclusão Social

Por: Alencar Oliveira de Matos, RU: 1800554
Polo: Vacaria
Data: 13/09/2017

PlayTable: exemplo de uso pedagógico da tecnologia assistiva na inclusão. 
 Fonte: site playtable.com.br


Em Fraiburgo, Santa Catarina, escolas municipais vem obtendo excelentes resultados na inclusão de alunos especiais, através da utilização de um dispositivo criado, produzido e desenvolvido no Brasil, por empreendedores, pesquisadores e profissionais da educação brasileiros. A versatilidade do equipamento o torna adaptável através da utilização de softwares especializados, tornando-o compatível com as necessidades de cada aluno ou grupo de alunos. Embora tenha sido originalmente projetado para crianças de 3 a 10 anos de idade, as possibilidades de utilização ainda estão sendo exploradas.
O hardware, o sistema operacional, os jogos e demais aplicativos foram pensados visando as necessidades das crianças, tanto em termos de segurança, bem como para manter o conteúdo adequado ás diretrizes do MEC.A tela é sensível tanto ao toque humano, quanto aos materiais com que são feitas as ferramentas utilizadas por portadores de algumas deficiências. Os softwares propiciam o aprendizado através de atividades lúdicas, de forma que alunos com necessidades especiais podem interagir entre eles e também com os alunos regulares. Facilidade de utilização em diferentes níveis de aprendizado o tornam divertido e eficaz.
 De acordo com a definição proposta pelo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT, 2017): “A tecnologia assistiva é uma área de conhecimento de caráter interdisciplinar. Ela engloba produtos, recursos, tecnologias, estratégias, práticas e serviços que visam promover a funcionalidade relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social”. 
 Alguns pais, gestores e até professores ainda apresentam  dúvidas quanto à eficácia do aprender brincando. Para Cristiano Sieves(2016), especialista em Ludopedagogia, é importante esclarecer que:
  • É da natureza da criança buscar a brincadeira e o elemento lúdico no mundo.  Espera-se que ela trate o mundo dessa maneira. 
  • A Ludopedagogia não é a inserção da brincadeira pura e simples. Ela deve servir a propósitos pedagógicos e deve estar alinhada às diretrizes educacionais vigentes. 

Os ganhos decorrentes de aparatos tecnológicos estão diretamente associados à capacitação dos profissionais envolvidos na sua aplicação. 
A rapidez do aprendizado e a retenção dos conteúdos tem sido constatada no dia a dia, por professores e pais de alunos da escola municipal de Fraiburgo, onde o equipamento vem sendo utilizado com sucesso. 
Embora os resultados positivos sejam expressivos, cabe mais uma vez ressaltar que apenas a a capacitação de professores e pedagogos é que vai garantir a solidez do projeto a longo prazo. Utilizar recursos tecnológicos sem o devido acompanhamento por parte dos responsáveis, podem produzir um distanciamento ainda maior entre alunos com necessidades especiais e os alunos regulares. O equilíbrio reside no bom senso e no diálogo entre todos os envolvidos. O fazer e o avaliar pedagógico, a gestão escolar, professores, pais e alunos agindo em sintonia, podem proporcionar um ambiente onde as diferenças sejam um ponto de aproximação e enriquecimento no aprendizado. A interação e o convívio mais próximo entre todos os alunos, associados à metodologias adequadas e assertivas, são de suma importância. Todos esses fatores fortalecem os laços sociais, enquanto mostram que cada um é único, porém parte importante da sociedade. 

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

APLICATIVO BRASILEIRO LIBERTANDO PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Por Aline dos Reis Oliveira
Por Silvano Ramos Pinheiro
Polo – Vacaria

fonte: site Porvir

A inclusão das pessoas com deficiência é um processo lento e trabalhoso. Descrever como processo, significa que ela muda à medida que avança, encontra dificuldades e pode dar passos para trás até descobrir outros caminhos ━ a partir da interação com pessoas, com os fatos e com as circunstâncias de cada tempo e momento.
Convivendo com essa realidade, o pernambucano Carlos Edemar Pereira, analista de sistemas, desenvolveu um aplicativo capaz de tornar possível a comunicação de pessoas deficientes com as demais ao seu redor. Isso foi possível porque ele e sua esposa não aguentavam mais ver sua filha, na época com dois, que tem paralisia cerebral, sofrer para se comunicar através de um fichário com imagens onde ela apontava o que queria. Foi assim que surgiu o Livox, o aplicativo brasileiro que possibilita a comunicação por imagens. Carlos contou com uma equipe de profissionais de tecnologia, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais e criou o Livox, que significa Liberdade em voz alta. O programa foi o primeiro software de comunicação alternativa para tablets e, em português. A experiência com a tecnologia inclusiva começou com um celular, onde a filha de Carlos respondia na tela do aparelho as perguntas que eles faziam com "sim" ou "não". Mais tarde, usou um tablet para desenvolver melhor o software. Assim, ao abrir o livox, a tela apresenta quadrinhos com informações sobre necessidades, emoções, o que comer, brincar ou até mesmo iniciar a exibição de vídeos ou filmes. Clicando nos desenhos ou nas fotos, o aplicativo "fala" pelo usuário. O livox vem com aproximadamente 12 mil imagens e permite a inclusão de mais.
É indicado para pessoas com paralisia cerebral, esclerose, sequelas de Acidente Vascular Cerebral (AVC), autismo, dentre outras que prejudiquem a fala. Dessa maneira, o aplicativo pode ser adequado conforme a necessidade do usuário. Por ser indicado a várias deficiências, escolas do país estão usando o aplicativo como forma de interação dos alunos deficientes com os colegas, bem como possibilitar o aprendizado da matemática e a alfabetização. É um software fácil de trabalhar e tão amplo que já foi traduzido para 25 idiomas.
A prefeitura da cidade de Recife, adquiriu no ano de 2016, cinco mil licenças do aplicativo para usar com alunos da Educação Especial de Jovens e Adultos (EJA).
A escola piloto dessa inovação foi a Escola da rede Municipal Engenho do Meio, zona Oeste do Recife, escola esta que de sua totalidade de alunos matriculados regulares, 10% deles são portadores de necessidades especiais. As professoras das salas de recursos começaram a trabalhar com o aplicativo e perceberam grande mudança no comportamento e no desenvolvimento das crianças. O primeiro aluno a usar esse aplicativo foi Jhonatan Lins, 18 anos, aluno da EJA. Jhonatan não fala, mas entende o que ouve e também compreende a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS). Ele conseguiu se comunicar melhor, tanto na escola quanto em casa, depois de usar a ferramenta no tablet, além de aprender a escrever. Isso foi possível porque o poder público municipal viu a importância desse aplicativo no desenvolvimento e no empoderamento das pessoas com deficiência, tornando acessíveis quaisquer tipos de comunicação e integração no meio social em que vivem.
No entanto, nem todas as famílias têm acesso a essa ferramenta, pois a licença custa em torno de R$ 1.350,00, fora a aquisição de um tablet para poder usar o programa, resultando então em continuar sem essa ferramenta que facilita o cotidiano de todos ao redor e principalmente ao portador de necessidades especiais. Atualmente tramita no Senado, um projeto para que as escolas públicas adquiram através do governo as licenças e os tablets para incluírem na educação básica como ferramenta de apoio pedagógico, porém o projeto está estacionado sem previsão para discussão e votação. Enquanto não acontece, as pessoas com mais condições financeiras conseguem obter tal ferramenta para auxiliar as crianças, adolescentes e jovens a se comunicar e aprender.

O LIVRO INCLUSO INFANTIL: TECNOLOGIA E LITERATURA, ALIADOS TORNA-SE FACILITADORES DA LEITURA PARA DEFICIENTES VISUAIS


O LIVRO INCLUSO INFANTIL:
TECNOLOGIA E LITERATURA, ALIADOS TORNA-SE  FACILITADORES DA LEITURA PARA DEFICIENTES VISUAIS.
Por (Adriana Muler Martins Freitas, RU 1272141)
Polo – Vacaria-RS PAP

I
             


Data 10/08/2017
foto:divulgação 

Vivem no Brasil, de acordo com o censo do IBGE mais de seis milhões de deficientes visuais. A deficiência visual abrange várias condições oftalmológicas, entre elas a cegueira, que atinge pouco mais de meio milhão de brasileiros
Regina Oliveira, ficou cega aos sete anos de idade, hoje coordenadora da Fundação Dorina Nowill, para cegos, que  há quase 70 anos trabalha em prol da inclusão de pessoas cegas e com baixa visão.
Regina explica oque é o livro inclusivo infantil. Trata-se de um livro para crianças cegas ou com baixa visão ,á família, colegas de escola e professores. O livro é impresso tanto em braille como em tinta também, com fonte ampliada, para crianças com baixa visão possam ler .O livro inclusivo pode ser lido tanto por deficientes visuais quanto por pessoas que enxergam. O livro foi desenvolvido para ambos usarem, além da edição em papel, existem também um CD com audiodescrições das imagens e um audiobook.
Por se tratar de um livro infantil, as ilustrações são estilizadas em alto relevo e com muitas cores e contrastes que estimulam também as crianças com baixa visão.
“Com o livro acessível, a criança não vai ficar excluída dentro da sala de aula e nem dentro da família. Essa criança precisa de algo parecido com o que crianças que enxergam têm. Apesar da importância do braille para a alfabetização, ter a audiodescrição e o contorno em relevo aproxima a criança das outras”, afirma Regina
 A Fundação Dorina Nowill lançou recentemente a Coleção Clássicos Infantis Acessíveis, que constitui dez títulos, entre eles “Chapeuzinho Vermelho”, “Branca de Neve”, “Peter Pan”, “Robin Hood” e “Rapunzel”, em três mil tiragens de cada história. A produção contou com o auxílio do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) que foram distribuídas  em bibliotecas, escolas e instituições voltadas para deficientes visuais, além de ser vendida pelo site da Fundação.
A escola Municipal de Educação Infantil Prof° Mathias Claro de Lima Filho foi uma das contempladas  com a coleção de livro incluso infantil, onde as professoras utilizam com seus alunos de pre-escola, cujo um dos mesmo é deficiente visual.

A professora Francieli  relata que com a utilização dos livros incluso infantil, seus alunos não questionam mais porque o aluno Brayan ,deficiente visual precisa usar o livro diferente do qual eles usam, assim todos utilizam o mesmo livro e descobrem juntos o fascinante mundo da leitura.

AS TECNOLOGIAS DA EDUCAÇÃO VOLTADAS PARA A APRENDIZAGEM COLETIVA

Por Keila Lidiane de Bairros dos Santos de Aguiar 11/09/2017
RU 1742511
Polo Vacaria

Fonte: LIMA (2011)

Com o constante desenvolvimento tecnológico e, principalmente, o aumento do uso da internet, as pessoas enfrentam uma sociedade que busca, cada vez mais, estar conectada o tempo inteiro, seja no seu smartphone, computador ou tablet, através de aplicativos de mensagens instantâneas ou redes sociais. Com isso, a inserção das tecnologias nas escolas se tornou necessária para acompanhar os avanços e exigências desta nova sociedade.
Segundo os dados do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, o desafio é equipar as escolas gaúchas para que possam atender de forma eficaz aos interesses dos alunos e da comunidade escolar em geral, pois o estado precisa ainda melhorar a habilidade dos professores em utilizar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no contexto escolar.
O uso das TICs vem ganhando cada vez mais espaço em ambientes escolares como um instrumento de ensino pedagógico, através do uso de  softwares livres, na tentativa de inovar os meios de aprendizagem e facilitar a assimilação, pelo aluno, dos conteúdos propostos pelo professor. Dentre as ferramentas mais usadas pelos docentes, destacam-se: o uso da internet para pesquisa e o uso de alguns softwares pedagógicos no auxílio ao ensino/aprendizagem.
Hoje, a educação pública no Brasil encontra-se com muitos problemas no que diz respeito a inclusão digital e as tecnologias da informação e comunicação, por exemplo, falta de laboratórios de informática, falta de equipamentos de informática, falta de profissionais capacitados para gerir estes laboratórios e equipamentos e também falta de incentivo e verba do poder público para que isso funcione corretamente. Segundo a professora da escola pública Maria Eduarda Costa “para os gestores públicos, educação está em um plano de abordagem, e inclusão digital em outro, totalmente diferente, inclusive com responsabilização de secretarias e ministérios específicos, sem articulação entre eles”.
A conexão entre a educação e os projetos de inclusão digital se resume a produção de pesquisas escolares nos centros públicos de acesso. E isso é muito significante para os alunos que não possuem rede de internet em casa ou na escola, pois é uma forma de contato com o conteúdo digital.
Na realidade as escolas públicas encaram grandes desafios de ordem estrutural, pedagógica e tecnológica. Pouquíssimos professores propõem trabalhos para os alunos, com a aprendizagem baseada nas tecnologias da informação e comunicação e também, poucos estudantes tem convivência com os computadores nas escolas. Quando são propostas atividades envolvendo as TICs, estas são voltadas para cursos básicos em alguns softwares ou para pesquisa na internet. Isso acontece, pois, muitas vezes os professores da turma não tem conhecimento para propor outras atividades, além da pesquisa na internet e quando propõem geralmente são coordenadas pelo responsável pelo laboratório de informática.
Professores de diversas escolas públicas colocam que é necessário entender, que a tecnologia não é o aspecto fundamental no processo de ensino/aprendizagem, mas sim, uma ferramenta que vai proporcionar a interação entre aluno, professor e escola para que se supere o antigo modelo didático. É preciso perceber também, que para que se insiram as tecnologias da informação e comunicação no ambiente educacional, precisa-se capacitar o professor, modificando o método de ensino para algo animado e desafiante, com o auxílio da tecnologia.
Quando as TICs são planejadas de uma forma prática que leva em consideração o conhecimento dos alunos, agregado aos saberes da escola, elas se tornam fundamentais para a construção do conhecimento. 

Mobilização em favor da inclusão tecnológica na escola

Mobilização em favor da inclusão tecnológica na escola

Nome: Janaina Santos Forbeck e Lidielly Forbeck Bueno
Polo:Vacaria RS
Data:12/08/2017

Fonte: Próprio autor

Patrícia, psicopedagoga da escola Municipal Coronel Avelino Paim, localizada no bairro Borges em Vacaria. RS, em trabalho com alunos deficientes intelectuais, altistas, com ala lia etc.. percebeu a necessidade de aparelhos tecnológicos para o ensino desses alunos, ex: vocalizador. Sem verba para a aquisição do aparelho, fizeram uma mobilização com a comunidade e arrecadaram o valor para a compra do aparelho.
O objetivo é ampliar o repertório comunicativo que envolve habilidades de expressão e compreensão.
O vocalizador Gotalk20+ é um recurso eletrônico de gravação e reprodução que ajuda a comunicação dos alunos em seu dia a dia.



São organizados e construídas pranchas de comunicação para serem colocadas sobre as teclas do aparelho, essas imagens podem ser alfabéticas, de palavras conforme a necessidade, esses recursos são construídos de forma personalizada e levam em consideração várias características que atendem as necessidades de cada usuário, em qualquer faixa etária, através dele o aluno expressa pensamentos, sentimentos e desejos pressionando uma mensagem adequada no aparelho. As mensagens são acessadas por teclas sobre as quais são colocadas imagens (fotos, símbolos, figuras) ou palavras que correspondem ao conteúdo sonoro gravado.
Nesse vocalizador o conteúdo gravado em cada célula é reconhecido através das figuras, ou textos aplicados na prancha de comunicação que ficam sobre as teclas, quando a tecla de cada figura ou texto é pressionada, sua mensagem pré gravada é imediatamente reproduzida e com volume ajustável.
Segundo a psicopedagoga Patrícia esse aparelho pode ser utilizado em qualquer disciplina com alunos de qualquer faixa etária, que não falam, tenham má pronuncia, retardo mental, paralisia, altísmo. etc...
A vantagem de se trabalhar com esse aparelho é que o aluno consegue ter uma vida ativa.
É possível atingir vários objetivos, entre eles estão: a socialização, integração, desenvolvimento cognitivo, coordenação. etc...
Desvantagem, segundo Patrícia é a fragilidade do aparelho que pode se quebrar facilmente.
Esse vocalizador retangular com vinte e cinco áreas de mensagens visíveis, onde estão símbolos e gráficos. Cada área de mensagem ao ser pressionada emitira uma mensagem de voz gravada anteriormente. Apresenta alça de transporte e botões de volume e troca de níveis.

HeadMouse e teclado virtual: computação para todos.

Por :Nitiele Arcenio Santos RU:1606236
Polo – Vacaria-RS
Data :11/09/2017

                               Fonte: Google imagens  
O HeadMouse e teclado virtual são tecnologias que permitem o acesso de pessoas com deficiência física ao computador e a internet, a função do software é possibilitar as pessoas com mobilidades reduzidas a controlar o cursor do mouse do computador pelos movimentos da cabeça, já o teclado virtual capta os movimentos faciais refletindo os no teclado digital.  Essas ferramentas foram desenvolvidas pela empresa espanhola Indra em parceria com a Universidade Lleida também na Espanha.
O uso do HeadMouse acontece graças aos algoritmos de visão artificial desenvolvidos para a área da robótica móbil. O desfrutador desta tecnologia é capaz de utilizar de maneira intuitiva e natural o mouse virtual, sem ter nenhuma formação ou conhecimento prévio. Não é necessária nenhuma ajuda para a configurar o software desde a instalação.
O teclado virtual é uma ferramenta que complementa o uso do HeadMouse facilitando o acesso ao computador e internet. Trata-se de um aplicativo que aparece na tela do computador e permite a formação de textos através de pulsação de teclas virtuais ambos podem serem instalados em um computador que tenha um webcam simples de baixo custo.
Graças a essas tecnologias já foram lançados cursos adaptados para a inclusão de alunos com pouca mobilidade física possibilitando maior convívio e atuação social como por exemplo o Programa de Integração Cultural Através das Tecnologias Acessíveis desenvolvida pela empresa Indra e a Escola São Paulo localizada na cidade de São Paulo a escola fornece cursos presenciais e online, o projeto conta com cinco cursos de duração curta nas áreas de artes e tecnologia. 

Atualmente quando falamos sobre inclusão nos sobram alternativas de ferramentas para o auxílio do desenvolvimento desta importante tarefa, porém nem sempre foi assim. A lei Brasileira de Inclusão (LBI), também chamada de Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) entrou em vigor em janeiro de 2016 e com isso beneficiou mais de 45 milhões de pessoas que se declaram serem portador de alguma deficiência, sendo que grande parte desse índice se encontra em idade escolar sabendo que a escola é o primeiro passo para o desenvolvimento social da criança e adolescente, a tecnologia assistiva é a maior aliada nesse momento.
Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social. (Comitê de Ajudas Técnicas, Corde/SEDH/PR, 2007).