quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Os aplicativos e ferramentas tecnológicas via Internet e a Inclusão

Por  Jaqueline Santos Varela – RU 1351284
Polo – Vacaria - RS
Data 12/09/2017



Fonte: Google Imagens

Na cidade de Vacaria, na escola Jardim América, a inclusão não é mais só uma promessa. É uma conquista. A sala de recursos atende 21 alunos com necessidades especiais. Destes, especificamente, atende 2 alunos surdos, matriculados e cursando o 8º ano do Ensino Fundamental, um deles com 22 e o outro 14 anos de idade.

Em razão de a língua de sinais utilizar o canal gestual-visual, a utilização de imagens é fundamental para a aprendizagem do aluno surdo, e aí o computador conectado com a rede mundial de informações, o WhatsApp, o hand talk e outras ferramentas e aplicativos contribuem bastante com a aprendizagem dos alunos. A professora intérprete de libras e apoiadora que os acompanha utiliza as tecnologias, ferramentas e aplicativos nas disciplinas em que a imagem  possa contribuir com a aquisição de conhecimento, associação, interação e integração de saberes, porque entende que são facilitadoras e observa que são prazerosas para os alunos. “Eles se sentem conectados e participantes. De fato e de direito, incluídos.”

A sala de recursos, inclusive, mantém um grupo no WhatsApp em que todos os comunicados, avisos, acontecimentos e conquistas são comunicados e compartilhados por todos os alunos da sala e seus familiares.

A inclusão de todos os alunos na tecnologia, na escola, é bem vinda, pois mesmo no século XXI, a maioria dos alunos não tem acesso ao computador conectado a rede mundial em casa e, especificamente no caso dos alunos surdos e os outros inclusos, esta inclusão digital, facilitada pela escola é fundamental. Ao propor atividades e interações utilizando as tecnologias de informação, amplia-se o conhecimento de todos, estabelecendo uma troca de saberes que deve ser articulada, planejada e estimulada, para que outras conquistas no seu aprendizado e transformação como ser social autônomo sejam atingidas.

Segundo a professora Alexandra Borba, responsável por todos os alunos e atividades da sala de recursos da escola, “o uso da tecnologia como mais uma forma de inclusão, pode somar-se como mais uma possibilidade de viabilizar o processo de ensino e aprendizagem e facilitar a vida prática das pessoas com necessidades educacionais específicas, oportunizando-lhes, quem sabe, uma maior autonomia e assim contribuir para torná-los mais felizes – dois dos principais objetivos do Atendimento Educacional Especializado. Destaca que tem a certeza de que, em nossas escolas, utilizamos muito pouco do que já existe como todo este avanço tecnológico que vivenciamos, por diversos motivos, oriundos da falta de investimentos sérios nesta área. Contudo, em nossa escola utilizamos o que é viável, observando a necessidade de cada educando, tentando colher bons resultados com essa aliada, chamada tecnologia.”


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