Por Joelma Pauline Schmohl Meotti – RU
792934
Polo Uninter Vacaria/RS
Data 24/08/2017
Fonte:
Portal A Tarde - UOL
A inclusão social tem
sido um tema recorrente nos últimos anos, no que tange a educação assume papel
de suma importância como mecanismo de transformação social. Inúmeras crianças possuem
alguma deficiência, dificultando a aprendizagem, entre as quais se destaca o
autismo. As escolas como lócus do saber sistematizado são imprescindíveis para
que se efetive verdadeiramente a inclusão social, através de técnicas
assistivas podem transformar as dificuldades em oportunidades. Entre as
inúmeras ferramentas o tablet é o destacável como um facilitador da
aprendizagem, promovendo uma participação mais efetiva.
Falar em inclusão social
é criar mecanismos que visem garantir que a mesma se efetive, para que possa
promover a transformação tão almejada. Garantir que a educação seja acessível a
todos, independente das dificuldades que essas apresentem, é a melhor forma de
nivelar as desigualdades, buscando uma sociedade justa e igualitária.
Os grandes avanços das
pesquisas na atualidade permitem o conhecimento que existem diversos tipos de
deficiências, sendo que cada uma apresenta alguma particularidade. Talvez por
apresentar diversos níveis e graus diferentes, o transtorno de espectro autista
é a que causa maior preocupação por parte dos pais e educadores, por não haver
uma única forma de apresentação.
Estas pessoas costumam
ter dificuldade de concentração, o que prejudica de forma incisiva a construção
do conhecimento sistematizado. Em alguns casos, pode prejudicar a fala,
afetando sobremaneira a comunicação dos autistas.
A escola ocupa um
importante papel na sociedade, é a responsável pela educação formal, no que se
refere à educação inclusiva, utiliza-se de ferramentas essenciais a conquista
desse objetivo. Entre essas ferramentas, a tecnologia assistiva tem ganhado
destaque, pois apresenta ferramentas que podem ser utilizadas como
facilitadoras do processo de aprendizagem.
Nas escolas públicas
brasileiras têm sido utilizados os tablets, distribuídos gratuitamente pelo
governo. Além de uma ferramenta acessível na maioria das instituições de
ensino, essa tecnologia também é de fácil utilização, o que o torna um grande
aliado do ensino.
As crianças com autismo
tem mais propensão a aprender pelo visual, nesse sentido, essa ferramenta pode
facilitar a compreensão de muitas coisas que seriam impossíveis sem tal
recurso. Além disso, as demais crianças também podem ser favorecidas, visto que
toda criança aprende melhor quando lhe é possibilitado visualizar o que lhe é
ensinado.
Através de aplicativos
para tablets, desenvolvidos especialmente para esse fim, a aprendizagem pode
ser potencializada, garantindo maior apropriação do conhecimento e
desenvolvendo a autonomia dos alunos. Entre os quais se destaca o ABC Autismo,
aplicativo que foi desenvolvido com o objetivo de facilitar a alfabetização das
crianças, favorecendo a mais rápida compreensão, podendo ser utilizado dentro e
fora do ambiente escolar.
Nesse sentido, o tablet
pode ser utilizado por crianças com ou sem deficiência, impulsionando a
comunicação e proporcionando a participação ativa dos educandos. Essa
ferramenta tecnológica gera maior interação entre os alunos, efetivamente
gerando uma aproximação. Despertando o interesse, desenvolvendo a capacidade
aptidão, proporcionando repensar as dificuldades, transformando-as em
possibilidades.
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