terça-feira, 29 de agosto de 2017

JOGOS E APLICATIVOS - DISPOSITIVOS QUE AUXILIAM NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Por (Sonia Sperança Foschiera, 1243885)
Polo – PAP Caxias do Sul – Rio Grande do Sul
Data (26/08/2017)

PlayTable com tela sensível para crianças com deficiência motora (Foto: PlayMove/ Divulgação)

Uma tendência para engajar e motivar jovens alunos num “universo tecnológico”, uma facilidade ao aprendizado, uma forma lúdica e divertida de ensinar que atrai as crianças, sem delimitar as que possuem deficiência motora ou psíquica. Um empresário Catarinense Marlon Souza, junto com o seu sócio Jean Gonçalves, criou a mesa interativa “PlayTable”, com jogos educativos desenvolvidos no Brasil, para uso em escolas públicas ou privadas. Com a ideia de promover a igualdade entre as crianças, pois a mesa possui uma tela sensível ao toque e permite que a criança tenha interação com qualquer objeto, facilitando assim o acesso de alunos com baixa coordenação motora. Numa sala multifuncional encontramos uma professora que faz uso dessa tecnologia na qual os alunos aprendem brincando.
Maria Elisabeth professora de Matemática reconhece que a tecnologia é uma enorme evolução para crianças com deficiências, assim promove o ensino da matemática e diminui a exclusão social. Atuando na área da educação especial há 6 anos a docente trabalha conforme as dificuldades dos alunos em questões motoras, no auxílio à comunicação, raciocínio lógico, concentração e memória, de maneira tranquila e prática. Utilizou várias outras tecnologias como o aplicativo (HandTalk) para alunos surdos, conta também ter utilizado a ferramenta para aprimorar seus conhecimentos na Língua Brasileira de Sinais Libras. Com o novo dispositivo “PlayTable” é proporcionado diversão para os alunos, despertando a curiosidade pelo aprendizado. Um dos jogos utilizados é o jogo da Memória, para faixa etária a partir de 6 anos, que deve ser em equipe, no qual  desafia a concentração dos alunos, pois trabalha com o raciocínio lógico e a coordenação motora, possui um modo de jogo onde uma criança pode brincar com outra ao mesmo tempo aumentando a diversão e incentivando a socialização dos colegas. Ao todo são 32 temas diferentes e as crianças podem escolher o nível de dificuldades conforme seu desenvolvimento for evoluindo, este jogo é aplicado para os anos iniciais do ensino fundamental.
Segundo a Professora, a “PlayTable” é utilizada todas as semanas de 2 a 3 vezes nas aulas de matemática. É possível atingir excelentes resultados na melhoria da educação especial e a igualdade na escola. A aplicação deste método de ensino, diz à professora, que eleva a compreensão dos conceitos matemáticos, além de enaltecer e desenvolver o raciocínio lógico e o cálculo mental destas crianças. Quando a professora usa a tecnologia ela amplia o espectro de aprendizagem do aluno, pois a tecnologia é atraente e inovadora suprindo as necessidades de cada aluno.
A diversificação tecnológica na inclusão proporciona qualidade de vida aos alunos, habilidades no aprendizado, controle do próprio ambiente, integração familiar, trabalho, amigos e sociedade. Uma das desvantagens do aplicativo tecnológico é o alto custo pelo dispositivo e pelos aplicativos, no qual consequentemente acaba dificultando aquisição dessas ferramentas, pelas escolas públicas.

Para que haja um bom atendimento especializado, faz-se necessário o investimento tecnológico nas escolas e a capacitação de professores, para estarem preparados em lidar com diversas situações que possam enfrentar na inclusão do aluno com deficiência. “Tais situações implicam no acompanhamento direto do aluno, na formulação de grupos, para que ocorra a interação com os demais colegas e que contribuam na compreensão das atividades e dos conteúdos transmitidos ao longo de sua trajetória escolar”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário