Por (Sonia Sperança Foschiera, 1243885)
Polo – PAP Caxias do Sul – Rio Grande do
Sul
Data (26/08/2017)
PlayTable com tela sensível para crianças com
deficiência motora (Foto: PlayMove/ Divulgação)
Uma tendência para
engajar e motivar jovens alunos num “universo tecnológico”, uma facilidade ao
aprendizado, uma forma lúdica e divertida de ensinar que atrai as crianças, sem
delimitar as que possuem deficiência motora ou psíquica. Um empresário Catarinense
Marlon Souza, junto com o seu sócio Jean Gonçalves, criou a mesa interativa “PlayTable”,
com jogos educativos desenvolvidos no Brasil, para uso em escolas públicas ou
privadas. Com a ideia de promover a igualdade entre as crianças, pois a mesa
possui uma tela sensível ao toque e permite que a criança tenha interação com
qualquer objeto, facilitando assim o acesso de alunos com baixa coordenação
motora. Numa sala multifuncional encontramos uma professora que faz uso dessa
tecnologia na qual os alunos aprendem brincando.
Maria Elisabeth professora
de Matemática reconhece que a tecnologia é uma enorme evolução para crianças
com deficiências, assim promove o ensino da matemática e diminui a exclusão
social. Atuando na área da educação especial há 6 anos a docente trabalha conforme
as dificuldades dos alunos em questões motoras, no auxílio à comunicação,
raciocínio lógico, concentração e memória, de maneira tranquila e prática. Utilizou
várias outras tecnologias como o aplicativo (HandTalk) para alunos surdos, conta
também ter utilizado a ferramenta para aprimorar seus conhecimentos na Língua
Brasileira de Sinais Libras. Com o novo dispositivo “PlayTable” é proporcionado
diversão para os alunos, despertando a curiosidade pelo aprendizado. Um dos jogos
utilizados é o jogo da Memória, para faixa etária a partir de 6 anos, que deve
ser em equipe, no qual desafia a
concentração dos alunos, pois trabalha com o raciocínio lógico e a coordenação
motora, possui um modo de jogo onde uma criança pode brincar com outra ao mesmo
tempo aumentando a diversão e incentivando a socialização dos colegas. Ao todo
são 32 temas diferentes e as crianças podem escolher o nível de dificuldades
conforme seu desenvolvimento for evoluindo, este jogo é aplicado para os anos
iniciais do ensino fundamental.
Segundo a Professora, a “PlayTable”
é utilizada todas as semanas de 2 a 3 vezes nas aulas de matemática. É possível
atingir excelentes resultados na melhoria da educação especial e a igualdade na
escola. A aplicação deste método de ensino, diz à professora, que eleva a
compreensão dos conceitos matemáticos, além de enaltecer e desenvolver o
raciocínio lógico e o cálculo mental destas crianças. Quando a professora usa a
tecnologia ela amplia o espectro de aprendizagem do aluno, pois a tecnologia é
atraente e inovadora suprindo as necessidades de cada aluno.
A diversificação
tecnológica na inclusão proporciona qualidade de vida aos alunos, habilidades
no aprendizado, controle do próprio ambiente, integração familiar, trabalho,
amigos e sociedade. Uma das desvantagens do aplicativo tecnológico é o alto
custo pelo dispositivo e pelos aplicativos, no qual consequentemente acaba
dificultando aquisição dessas ferramentas, pelas escolas públicas.
Para que haja um bom atendimento
especializado, faz-se necessário o investimento tecnológico nas escolas e a
capacitação de professores, para estarem preparados em lidar com diversas
situações que possam enfrentar na inclusão do aluno com deficiência. “Tais situações implicam no
acompanhamento direto do aluno, na formulação de grupos, para que ocorra a interação
com os demais colegas e que contribuam na compreensão das atividades e dos
conteúdos transmitidos ao longo de sua trajetória escolar”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário